Receita médica digital avança, mas esbarra em regulação

A necessidade de compra de remédios controlados durante a pandemia de covid-19 forçou a digitalização do setor de em ritmo acelerado, abrindo espaço para as startups. Na esteira das teleconsultas, a prescrição digital ganhou força займы онлайн на карту без отказа . Uma das principais startups desse segmento é a Memed, que registrou salto de 80% na média de emissão de receitas digitais em 2021, saindo de 1,5 milhão para 2,7 milhões ao mês. Só em 2021, o negócio recebeu aportes de R$ 400 milhões para expandir sua operação.

Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta dificuldades tecnológicas e de regulação. No primeiro grupo está a fragmentação dos sistemas tecnológicos de hospitais e consultórios, que nem sempre são compatíveis entre si. A exemplo do que ocorre na telemedicina, as receitas também ainda enfrentam a falta de um ambiente regulatório restritivo.

Mesmo assim, diretor de medicina diagnóstica e ambulatorial no Albert Einstein, Eliézer Silva, explica que o usa receitas digitais há cinco anos. As prescrições são para os já permitidos no formato digital, como para remédios que não precisam necessariamente de receita (mas têm orientação de uso) e antibióticos. Comprimidos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos e analgésicos fortes, ainda carecem de regulação e precisam de receita em papel para auditoria de farmácias. “Com a digitalização do sistema de saúde, isso vai acabar sendo resolvido em algum momento”, afirma Silva, do Einstein.

A aposta de Joel Rennó Júnior, CEO da Memed, é de que se trata de uma tendência irreversível – e positiva para o paciente. “Com a eliminação do papel, podemos resolver problemas de auditoria de receitas e acabar com erros de interpretação de prescrições de medicamentos”, afirma.

A Memed gerou receitas para um total de 28 milhões de pessoas em 2021. Hoje, possui 150 mil médicos e 40 mil farmácias cadastrados na sua plataforma digital. Entre os clientes estão gigantes do setor de como Unimed, Amil, Prevent Senior, Sulamérica, Beneficência Portuguesa e Oswaldo Cruz.

DISPUTA. E o já é alvo de briga. A concorrente Nexodata também chamou a atenção de investidores e captou R$ 40 milhões. Os empresários Pedro Dias e Lucas Lacerda criaram a startup em 2017 e também fundaram a empresa de telemedicina Vitta, comprada pela Stone.

Com investidores como Jorge Paulo Lemann, Guilherme Benchimol, Livre e o Albert Einstein, a Nexodata tem uma tecnologia que permite o envio de receitas digitais aos pacientes. “A receita digital de gera muito valor para todos. Não tem mais a letra ilegível do médico ou a perda da receita. É uma receita mais segura do que o papel”, afirma Dias.

O grupo Notredame Intermédica, Albert Einstein e Rede D’OR utilizam a tecnologia da startup, que também tem 25 mil farmácias credenciadas em sua plataforma.

Para Guilherme Hummel, especialista em saúde digital e coordenador científico da Hospitalar Hub, que organiza o evento anual Feira Hospitalar, o maior valor das startups que atuam na emissão de receitas digitais está nos dados dos pacientes, que podem viabilizar novos negócios e uma visão panorâmica da situação de saúde em várias regiões do País.

Fonte: O Estado de S. Paulo – 04/01/2022

Por Lucas Agrela

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