ANS lança campanha para incentivar parto normal no fim do ano

Respeito ao tempo de desenvolvimento do bebê é o principal argumento

“Quando eu engravidei estava certa do que eu queria: um parto normal. Comecei a estudar os benefícios para a mãe e filho, a fisiologia do parto. O que eu poderia fazer para facilitar esse trabalho de parto. Depois do parto, eu tive a certeza que fiz a escolha certa. Além da recuperação ter sido rápida. Hora depois do parto, eu já estava andando, conversando, amamentando”.

Essa é Kátia Vanessa, de 26 anos. Ela é mãe do Benício, de três meses, e escolheu o parto normal porque tinha medo da cesariana e estudou sobre as vantagens do procedimento natural. Porém, muitas gestantes preferem o parto cesáreo.

Às vésperas do Natal, é comum acontecerem mais procedimentos desse tipo. No ano passado, entre os dias 16 e 23 dezembro, foram mais de 6 mil cesáreas realizadas pelos planos de saúde. E da semana de 24 a 31, caíram para pouco mais de 4 mil. Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Segundo a ANS, em 2018, a maioria das cesarianas foi realizada com fetos entre 37 e 38 semanas. Quase 56% desses partos ocorreram antes das mulheres sentirem as contrações.

Já no caso de partos normais, a maioria dos bebês tinha entre 40 e 41 semanas, quando os pulmões já estão desenvolvidos e as mães começam a entrar no trabalho de parto.

Para evitar a antecipação dos nascimentos no final de ano e mostrar as vantagens do parto natural, a ANS está com a campanha #BoaHora: respeite o tempo de nascimento do bebê! Ela é veiculada nas redes sociais da agência, em hospitais e planos de saúde participantes do Movimento Parto Adequado.

O diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, César Serra, explica quais os perigos das cesarianas para as mamães e bebês, quando o procedimento não é recomendado.

Já a ginecologista especialista em reprodução humana assistida, Manuela Porto, ressalta as vantagens de esperar pelo parto natural.

Segundo Manuela Porto, a cirurgia de cesariana é indicada quando o feto está em uma posição onde não é possível a criança nascer naturalmente por estar atravessado e a cabeça não estar encaixada. Ou ainda quando há sofrimento fetal ou a placenta está baixa, ou se existir a possibilidade de transmissão de infecções.

Fonte: Agência Brasil – 21/12/2020

Por Dayana Vítor

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