Saúde Suplementar confia na recuperação do setor, apesar da crise

Fonte: News Amil – 20/12/2016
estima um crescimento no número de beneficiários já em 2017
O cenário atual da no Brasil é desafiador. A taxa média de desemprego no país é de 11,8% – o que corresponde a 12 milhões de desempregados (segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad) – e o setor de do país – que tem 80% dos seus clientes em planos coletivos, oferecidos pelos empregadores – registrou menos 1,6 milhão de beneficiários privados entre junho de 2015 e junho deste ano. Com tudo isso, a estimativa é fechar 2016 com 48,2 milhões de pessoas atendidas pela Saúde Suplementar, em comparação aos 48,5 milhões que eram atendidos em junho deste ano, segundo dados da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

Segundo Antônio Carlos Abbatepaolo, diretor executivo da Abramge, com a perspectiva de melhora na já começam a aparecer sinais de que poderá haver alguma recuperação do setor de Suplementar em 2017. O Brasil é o segundo maior nesse segmento do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. “Com as áreas de indústria e comércio voltando a crescer, acreditamos na reposição de parte dos contratos que foram cancelados”, afirma.

Para o diretor da Abramge, a crise obriga o setor de Suplementar a buscar soluções.

“Para avançarmos, é preciso enfrentar os desafios, como as multas aplicadas ao setor, que são desproporcionais; e melhorar o sistema de remuneração atual”, diz.

Apesar do aumento autorizado pela ANS, de até 13,5% em 2016, o índice não cobre a alta dos custos médico-hospitalares, que foi de 19,3% em 2015. No último ano, por exemplo, as despesas totais por paciente/dia cresceram 9,4% enquanto as receitas contabilizaram alta de 5,1%, segundo dados da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anaph).

Abbatepaolo acrescenta que é preciso lutar contra os abusos no setor, como a prática de em cirurgias com órteses e próteses; apoiar a ajuda técnica para juízes em ações ligadas à saúde; e rever o modelo de assistência, priorizando a atenção primária e o médico de família, que seria o responsável pelo encaminhamento aos especialistas.

O resultado, segundo ele, seria um atendimento melhor e mais rápido para o usuário, evitando desperdícios e alcançando 80% de resolubilidade. A Amil, por exemplo, oferece o Amil Life, plano que contempla atendimento com médico de família, o que fortalece o vínculo com o paciente e contribui para o uso racional dos serviços.

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