Conferência “Soluções Práticas para Administrar os Conflitos na Saúde Suplementar” com David Uip, Secretário de Saúde do Estado de São Paulo.

Agora, no 2o Congresso Jurídico Abramge, a Conferência “Soluções Práticas para Administrar os Conflitos na Saúde Suplementar” com David Uip, Secretário de Saúde do Estado de São Paulo.
 
David Uip discorre sobre a questão de financiamento da Saúde no estado face ao desperdício causado por procedimentos, internações e ações desnecessárias que são realizadas todos os dias. Segundo Uip esses custos desviam recursos valorosos, necessários a tratamentos fundamentados.
 
Esses gastos desnecessários, aliados ao sub-financiamento da saúde, também acometem a Saúde Suplementar e, segundo Uip, uma mudança constitucional é extremamente urgente e necessária.
 
Uip ainda acrescenta que problemas de gestão também fazem com que esse problema seja ainda maior. Isso se torna um desafio gigantesco. Segundo sua opinião, um trabalho de base que transcenda prazos e mandatos de gestão pública poderiam ser um grande começo da solução.
 
Um claro exemplo disso é o problema das drogas químicas como o crack que, por falta de continuidade das ações de combate e apoio, que em cada nova gestão toma um rumo diferente e sem nenhuma sinergia com os esforços da gestão anterior. É como se todo dia, todo esforço começasse “do zero” novamente. Assim, não há esforço, por mais competente que seja, que dê os sólidos resultados desejados e, sobretudo extremamente necessários à sociedade.
 
Uip ainda enaltece que, mais do que a própria droga e seus usuários, o grande vilão é o tráfico, uma organização fortíssima e que transcende as gestões públicas, tornando essa missão em um desafio ainda mais difícil.
 
Outro exemplo citado por Uip são os inúmeros casos de internações e procedimentos desnecessários gerados por falta de comunicação, regras e análise clínicas simples. Em paralelo,
também citou casos de tratamentos extremamente necessários que deixam de ser feitos, pois os desnecessários
ocupam seu espaço. Uip chega a projetar que 80% dos casos de internações poderiam ser solucionados em unidades básicas de saúde.
 
Esses e outros problemas geram níveis de judicialização infinitamente superiores à realidade, devido ao fato da maior parte dessas ações judiciais serem baseadas em pedidos e solicitações fúteis, que certamente tirarão recursos importantes e necessários para salvar vidas.
 
Para Uip, o gestor público tem por obrigação fazer escolhas entre o coletivo e o individual e que a sua obrigação, é decidir pelo coletivo e a judicialização é uma força que trabalha contra a saúde seja ela pública ou suplementar.
 
Em seguida, o 2o Congresso Jurídico Abramge terá a conferência de encerramento com o excelentíssimo Sr. Ricardo Barros, Ministro de Estado Da Saúde.

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