6 de Junho é Dia Nacional do Teste do Pezinho

A homenageia os profissionais da que garantem a realização desse importante teste, colaborando para salvar e melhorar a saúde humana desde o primeiro dia de vida.

Hoje, 6 de Junho, é o Dia Nacional do Teste do Pezinho e a preta homenagem ao criador do teste, Robert Guthrie(*) e também à todos os profissionais da que, todos os dias garantem a realização desse importante exame que ajuda a salvar e melhorar a qualidade de vida desde o nascimento das pessoas.
O Teste do Pezinho é um dos testes mais importantes para detectar doenças, em recém-nascidos. Ele é realizado nos primeiros dias de vida do e é capaz de detectar 46 diferentes disfunções. Desta forma, o diagnóstico precoce pode permitir o tratamento de diversas doenças e proporcionar melhor qualidade de vida ao bebê e sua família.

Em 1961 Robert Guthrie(*) propôs a realização de um teste para a verificação, em testes laboratoriais, da ocorrência, nos recém-nascidos, da deficiência de hidroxilase de fenilalanina – o que provoca danos irreversíveis no desenvolvimento mental do indivíduo (vide: Oligofrenia) por meio de um teste que consistia na coleta, em papel-filtro, de amostra de sangue dos vasos capilares do calcanhar e que, tratada desde os primeiros dias de vida do bebê, possibilita o desenvolvimento sadio e uma vida normal a criança, desde que o paciente siga uma dieta pobre em proteínas e rigorosamente controlada por médicos e nutricionistas.
Paulatinamente adotado nos Estados Unidos, foi finalmente recomendado pela Organização Mundial de a partir de 1968 e adotado a partir de então pelos países, sendo legalmente obrigatório nalguns deles, como o Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, “em sua versão mais simples, o teste do pezinho foi introduzido no Brasil na década de 70 para identificar duas doenças (chamadas pelos especialistas de “anomalias congênitas”, porque se apresentam no nascimento): a fenilcetonúria e o hipotiroídismo congênito. Ambas, se não tratadas a tempo, podem levar à deficiência mental”.

Também conhecido como triagem neonatal, o teste do pezinho é feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido. É recomendado que este sangue seja coletado entre o 3º e o 7º dia de vida do bebê. Desde 1992, o teste se tornou obrigatório em todo o país e, em 2001, o Ministério da criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal (veja portaria 822).

O Ministério da informa ainda que mais de 80% das crianças nascidas em território nacional passam pela triagem neonatal. O Dia Nacional do Teste do Pezinho é uma data com o objetivo de alertar a população para a importância de se realizar o exame de prevenção. Sua finalidade é impedir o desenvolvimento de doenças que se não tratadas, podem levar à deficiência intelectual e causar outros prejuízos à qualidade de vida das pessoas.

O teste realizado gratuitamente pelo detecta 3 doenças:

Fenilcetonúria (freqüência 1 para 15.000) – doença hereditária causada pela ausência ou diminuição da atividade de uma enzima, fato que impede a metabolização adequada do aminoácido fenilalanina. Os altos níveis de fenilalanina não metabolizada causam alterações no sistema nervoso, levando à deficiência intelectual severa e irreversível nos casos não tratados.

Hipotireoidismo Congênito (freqüência de 1 para 4.000) – é uma doença causada pela falta ou produção deficiente da tiroxina, um hormônio da tireóide necessário para o desenvolvimento normal de todo o organismo, inclusive o cérebro. A falta da tiroxina traz consequências como deficiência intelectual grave e comprometimento do crescimento nos casos não tratados precocemente.

Anemia Falciforme (freqüência de 1 para 400 a 1 para 1.000) – é uma doença causada pela alteração estrutural na molécula de hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos, responsável pelo transporte do oxigênio para os tecidos. Os indivíduos afetados apresentam complicações que podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, sendo suscetíveis a anemia, infecções generalizadas, atraso no crescimento e dores.

(*)Robert Guthrie (28 de junho de 1916 — 24 de junho de 1995) foi um médico e microbiólogo norte-americano, introdutor dos testes de triagem neonatal de erros inatos do metabolismo.

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