Prática de exercícios físicos pode ajudar a regular o sono

Fonte: Portal CBN – 15/10/2016
Muitas vezes um sono de má qualidade pode estar influenciando no e na melhoria da qualidade de vida. Apesar de fundamentais, a alimentação balanceada e os exercícios físicos precisam de um outro elemento para serem mais efetivos: uma boa noite de sono!

O preparador físico e idealizador do projeto ‘Vida de Saúde’ Márcio Atalla explica que a questão é hormonal. Ou seja, dormir pouco ou dormir mal pode elevar os níveis de hormônios que aumentam a fome, ainda segundo ele, o sono é o momento ideal para a recuperação do tecido muscular, para o ganho de massa magra.

”A gente sabe que quem dorme menos de seis horas por dia acaba produzindo mais o hormônio da fome, que é a grelina. E menos o hormônio da saciedade que é a leptina. Pessoas que dormem bem também produzem mais Gh e testosterona, que participam do ganho de massa muscular”, diz Atalla.

Ainda segundo Márcio Atalla, não existem alimentos mágicos que possam ajudar a induzir ou melhorar o sono. Mas fazer refeições mais leves à noite e algumas mudanças de hábito podem ajudar. Uma das principais dicas é reduzir ou extinguir o uso de telas que estimulem a visão: celulares, televisão, tablets…

”Algumas coisas podem ajudar a ter uma noite de sono melhor, como um quarto mais escuro, um banho morno antes de ir para a cama, não ficar com celulares, tablet… Ter uma vida com mais movimento e mais atividade física também facilita”, afirma Atalla.

Atualmente, diversos estudos científicos já comprovam que olhar para a tela iluminada na hora de dormir pode enviar sinais errados para o cérebro, inibindo a produção de melatonina, hormônio que induz o sono. Com isso, a pessoa fica mais alerta e o relógio biológico fica desregulado.

Na família de Tatiana Bertolassi, por exemplo, eles costumam utilizar mais o celular para falar com parentes e amigos justamente no período da noite, pois acham que têm mais tempo livre neste horário.

“Antes de dormir fica todo mundo no celular, sim, porque é a hora que tá todo mundo mais livre… Mas acho que a gente consegue dormir bem, sim”, diz Tatiana.

Já Emerson da Silva costuma estabelecer limite de horários para desligar o celular e outros aparelhos com luz dentro do quarto. Ele tenta também dormir no mínimo seis horas por dia.

”Procuro dormir no mínimo de seis horas, então tento sempre me programar. Quando dá onze da noite eu desligo tudo. Celular eu deixo no silencioso para nem olhar, porque se você deixa ativo não consegue desligar”, afirma Emerson.

Mesmo quem dorme de seis a oito horas por dia pode ter problemas com a qualidade do sono e por isso é importante, segundo especialistas, ficar atento a alguns sinais do corpo. A prática de exercícios físicos também pode ajudar a dormir melhor e a evitar a sensação de cansaço constante.

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