Preso médico suspeito de destruir provas contra a máfia das próteses

Fonte: Jornal Nacional – 21/10/2016
Segundo a polícia do DF, médico queimou documentos num matagal.
Documentos foram queimados três dias após primeiras prisões, diz policia.
A polícia do Distrito Federal prendeu um médico suspeito de destruir provas contra a máfia das próteses. O ortopedista Fabiano Dutra foi preso em casa. Ele negou ter destruído provas contra a máfia das próteses.

Repórter: O senhor faria parte dessa máfia das próteses?
Dutra: Não

Repórter: Estava destruindo provas do esquema?
Dutra: Não

Mas, segundo a polícia, o carro do médico foi flagrado indo para um matagal, e as fotos feitas pelos peritos mostram o local e restos de documentos que teriam sido queimados por ele.

O médico foi denunciado pelo MP por destruir documentos e atrapalhar investigações sobre organizações criminosas.

“Não havia qualquer justificativa para que ele saísse da residência dele e fosse até um lugar ermo para proceder essa queima, o que inclusive foi visualizado por testemunhas”, disse o promotor Luís Henrique Ishihara.

Os documentos foram queimados três dias depois das primeiras prisões da operação que revelou que médicos, hospitais particulares e empresários de Brasília lesavam pacientes e planos de com cirurgias desnecessárias, feitas na maioria das vezes com material vencido e superfaturado.

Dezessete pessoas já respondem na Justiça por organização criminosa. A polícia e o MP calculam que o esquema pode ter movimentado mais de R$ 40 milhões em cinco anos.

“O objetivo é primordialmente é o lucro e não o bem-estar do paciente”, afirmou o delegado Adriano Valente.

O médico preso, Fabiano Duarte Dutra é concursado e, há quase um ano, era coordenador de ortopedia na Secretaria de do Distrito Federal. Ele foi exonerado nesta sexta-feira (21) do cargo.

Uma das funções dele era justamente determinar o que deveria ser comprado para pacientes do SUS. Os investigadores vão apurar se o esquema também atingiu a rede pública.

A Secretaria de do Distrito Federal declarou que não há indícios de práticas ilegais na rede pública, e que, durante o período em que o médico esteve à frente da coordenação de ortopedia, não foram comprados materiais ortopédicos.

Assista a reportagem completa aqui:

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