Famílias gastam R$ 234 bi com saúde contra R$ 190 bi do governo.

Fonte: Portal Uol – 10/12/2015
Por Daniela Amorim
As famílias ainda gastam mais do que o governo com a saúde. Mas, em 2013, o ritmo de crescimento das despesas dos consumidores diminuiu, enquanto o do governo acelerou, segundo os dados da Conta-Satélite de 2010-2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos R$ 424 bilhões gastos com bens e serviços de no ano, R$ 190 bilhões foram referentes a despesas de consumo do governo, o equivalente a 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2013. O montante é 3,7% superior à despesa registrada em 2012.
Outros R$ 234 bilhões, ou 4,4% do PIB, eram despesas de famílias e instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias. O valor é 1,3% maior do que o registrado no ano anterior.
A despesa per capita com consumo de bens e serviços de foi de R$ 1.162,14 para famílias e instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias em 2013, contra R$ 1.058,48 em 2012. Já o gasto per capita com saúde do governo ficou em R$ 946,21 em 2013, ante R$ 830,39 no ano anterior.
O principal gasto das famílias é com serviços de privados, que incluem os planos de saúde: R$ 141,3 bilhões, ou 2,7% do PIB de 2013. No governo, a principal despesa é a saúde pública, o equivalente a R$ 149,9 bilhões, 2,8% do PIB.
Os gastos com representaram 18,9% do consumo final do governo e 7,1% do consumo final das famílias no PIB do ano.
Bens e serviços de
O setor de aumentou sua participação no PIB brasileiro. As despesas com consumo final de bens e serviços de saúde no país subiram de 7,8% do PIB em 2012 para 8,0% em 2013, quando atingiram R$ 424 bilhões.
Desse montante, 77,6% foram destinados ao consumo de serviços e 20,6% foram gastos com medicamentos.
De acordo com o IBGE, a participação das atividades de na renda gerada no país aumentou em todos os anos da série da pesquisa, iniciada em 2000. Em 2013, a fatia chegou a 6,5%.
A atividade com maior participação no ano foi a privada, com R$ 103 bilhões (2,2%) em 2013. Houve destaque para o comércio de produtos farmacêuticos, perfumaria e médico-odontológicos, que aumentou de R$ 54,4 bilhões em 2012 para R$ 62,2 bilhões, em 2013, 1,4% do valor adicionado total.
O estudo mostrou ainda que 18,6% das preparações farmacêuticas brasileiras (gaze, curativos, iodo, água oxigenada etc.) foram exportadas em 2013. Porém, foram importados 74% dos produtos farmoquímicos (matéria-prima para produção de medicamentos), 37,1% dos outros materiais médicos e odontológicos e 24,5% dos para uso humano disponíveis no país.
O número de trabalhadores ocupados em atividades relacionadas à saúde passou de 5,734 milhões em 2012 para 6,050 milhões em 2013, aumento de 316 mil vagas. A saúde privada absorveu 2,689 milhões de empregados em 2013, enquanto a saúde publica contabilizou 1,840 milhão de postos de trabalho. O comércio de produtos farmacêuticos e perfumaria empregou mais 1,170 milhão de pessoas.
Máfia da Saúde do Rio de Janeiro era liderada por irmãos marilienses
Fonte: Portal G1 – 11/12/2015
Quadrilha é acusada de fraudar mais de R$ 48 milhões em recursos públicos
A operação Ilha Fiscal, desencadeada pela Justiça do Rio de Janeiro, cumpriu quarta-feira (9), nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão contra uma quadrilha acusada de fraudar mais de R$ 48 milhões em recursos públicos por meio de contratos com a Prefeitura carioca. Entre os detidos, estão os irmãos marilienses Wagner Viveiros Pelegrini e Walter Pelegrini Júnior donos da empresa Organização Social de Saúde (OS) Biotech, que desviava os recursos que a Prefeitura encaminhava para a manutenção de hospitais do Rio de Janeiro. O ex-subsecretário municipal de saúde João Luiz Ferreira da Costa também é investigado por participar do esquema, mas responde em liberdade.
Na operação foram apreendidos carros importados, como duas Ferraris, e cerca de R$ 500 mil em espécie na casa de dois dos presos. Além de dólares e joias na casa dos envolvidos.
Cerca de 85 agentes participam da operação, que é feita pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE), em apoio ao Grupo de Atuação Integrada na Saúde e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).
De acordo com o delegado titular da Draco, Alexandre Herdy, a operação contribui para o combate à máfia da saúde, que, além de lesar o governo, corrompe a gestão pública e afeta o atendimento à população.
Carrões
O esquema funcionava com o superfaturamento de contratos da Organização Social Biotech, que gerencia os hospitais municipais Pedro II e Ronaldo Gazola. A investigação descobriu que os donos desta organização gastavam a verba de materiais e serviço dos hospitais em joias e carros de luxo.
No esquema, a Prefeitura do Rio repassava o dinheiro para Biotech e ela teria que fazer a manutenção dos hospitais. Mas os promotores afirmaram que a empresa contratava os fornecedores e pagava um valor mais alto do que os serviços valiam. Os fornecedores devolviam os valores para a organização, que lucrava com a diferença. Em alguns casos, as empresas contratadas nem prestavam os serviços. A cada R$ 3 milhões recebidos, cerca de R$ 1 milhão foi desviado.
Crime
A operação teve origem a partir de denúncia ajuizada pelo MP-RJ contra 37 pessoas que integram a Organização Social de Saúde (OS) Biotech, responsável por gerenciar os Hospitais Municipais Pedro II e Ronaldo Gazolla. Os acusados foram denunciados pelos crimes de peculato e falsidade em organização criminosa.
Segundo investigação do Ministério Público, foram realizadas “inúmeras compras superfaturadas” e pagamentos por serviços não prestados, sempre a cargo de pessoas ligadas ao esquema que, assim, possibilitavam o retorno do dinheiro aos dirigentes da OS Biotech após saques milionários em espécie.

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