Promoção da saúde ajuda a cortar gasto.

Convênio médico pesa na folha das empresas, mas ações para melhorar qualidade de vida podem baixar essa conta

Funcionários se exercitam antes do trabalho: menos de 20% das companhias têm programas de promoção do bem-estar dos colaboradores.

Nas organizações de médio e grande porte, os são o segundo maior gasto da folha de pagamento. Apesar da pressão nos custos, os programas de promoção de saúde e qualidade de vida, ainda não fazem parte da rotina das empresas. Pesquisa da corretora Mercer Marsh Benefícios, apontou que só 20% das companhias brasileiras desenvolve alguma ação preventiva bem estruturada. Apesar da baixa adesão, as iniciativas de atenção à saúde podem ser a chave para conter a escalada de custo dos planos.

Incentivar os funcionários a adotar hábitos de vida mais saudáveis, investindo na é uma forma de conter os gastos, mantendo os mesmos benefícios. Pesquisa da corretora Mercer Marsh Benefícios, mostra que os convênios médicos representam 11,5% dos gastos das empresas com a folha de pagamento. Em 2012 esse percentual era de 10,3%.

Em 2015, os convênios empresariais, que representam 80% do mercado brasileiro de planos de saúde, encareceram em média, 14,8%. “A inflação médica sempre cresce acima do IPCA (inflação oficial do país medida pelo IBGE), impulsionada por questões como a inclusão de novas tecnologias”, aponta Francisco Bruno, consultor senior da Mercer Marsh Benefícios.

Participaram do estudo, 513 companhias de médio e grande porte, com mais de 500 funcionários, representando um universo de 2 milhões de usuários de planos de saúde, incluindo os dependentes. “O que esses programas podem fazer, não é reduzir os gastos com planos, mas a médio prazo, diminuir consideravelmente o ritmo do crescimento”, diz o executivo.

Os programas de promoção à saúde variam de acordo com o perfil da empresa. Pode ser desde um investimento para controle da depressão, até programas ortopédicos. Para se ter ideia, em uma ação de educação física, o retorno estimado chega em um prazo médio de 36 meses. “A cada R$ 1 investido, o retorno é de R$ 2,4”, observa Mariana Dias, também consultora da companhia.

O custo médio por funcionário do benefício saltou de R$ 196,17, em 2014, para R$ 225, 23, este ano. As empresas que investem em programas de saúde como estratégia também de combater os custos dos planos, gastam em média R$ 225 ao ano, por funcionário.

Resultados Em Minas, as empresas Vale e Localiza, desenvolvem há mais de 10 anos programas de prevenção e atenção à saúde. Entre os programas desenvolvidos pelas mineradoras está o combate ao tabagismo. Desde o inicio em 2010, 416 empregados da companhia deixaram de fumar. Em 2014, dos 105 inscritos no programa, 87 pararam de fumar, cerca de 85% do total.

A Localiza também aposta nos resultados dos cuidados com a saúde. São ações de incentivo à alimentação saudável e prática de atividade física e também campanha de vacinação contra a gripe. Recentemente a empresa laçou o programa de gerenciamento de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, cardiopatias, e bronquite crônicas, etc). O programa conta com a participação de 400 funcionários e dependentes. Segundo a empresa, o objetivo é que os funcionários tenham melhor qualidade de vida. Segundo a Localiza, os programas também reduzem o absenteísmo e aumentam a produtividade.

Crise é dificultador

Presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Osmani Teixeira de Abreu, diz que no momento atual da se torna mais difícil para as empresas abrirem frentes de novos investimentos. No entanto, ele acredita que esse é um momento transitório e aponta que a promoção da saúde tende a crescer dentro das organizações devido aos seus benefícios. “Além de promover a saúde, pode conter o custo dos planos e ainda combater o absenteísmo.” Segundo Abreu, a ausência ao trabalho ainda é um desafio para as empresas e todas as iniciativas para reduzir esses índices são bem-vindas pela indústria.

Em relação ao benefício saúde, 51% das empresas pesquisadas pela corretora Mercer Marsh Benefícios dividem com os funcionários o pagamento do custo mensal fixo dos e arcam com subsídio médio, de 78%. Os planos de saúde coletivos representam cerca de 80% do mercado de saúde. A inflação médica, representa esse ano perto de 6% acima do IPCA, o que pressiona o custo dos planos.

Entre os programas estruturados adotados pelas empresas estão programas de atividades físicas, nutrição saudável, saúde emocional, prevenção de DST (doenças sexualmente transmissíveis), além de programas para abandonar o consumo de cigarros, saúde bucal, ortopedia, checkups.

Fonte: EM

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