Hematologistas alertam: doação de sangue no País não atinge meta da OMS.

Fonte: Jornal Odonto – 23/11/2015

O Brasil é um país que tem estatística de doação de sangue inferior à proposta pela OMS. Segundo a organização, a autossuficiência em componentes sanguíneos deve ser conseguida quando o número de doações de sangue for de 3% a 5% da população. No Brasil, esse índice não chega a 2% para atender a toda a demanda transfusional.

Em 25 de novembro é comemorado o Dia Internacional do Doador de Sangue. Aproveitando a data, os hematologistas alertam que há necessidade de mudança de comportamento quanto à doação de sangue no País. A doação de sangue ocorre de forma rápida e pode ser realizada até quatro vezes ao ano no caso dos homens e até três para as mulheres e cada doador voluntário precisa ser um agente multiplicador.

De acordo com Dante Langhi, diretor financeiro da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o brasileiro não tem cultura de doar sangue, mas é um ato imprescindível que possibilita o tratamento de inúmeros pacientes. “É importante as pessoas se conscientizarem de que a doação é um ato totalmente altruísta”, explica o hematologista. “Pessoas saudáveis, entre 16 e 69 anos, podem ser potenciais doadores de sangue. A partir da implementação do teste NAT, teste de detecção de ácidos nucleicos, com apoio e empenho importantes da ABHH, houve aumento significativo na segurança das transfusões de sangue”, afirma o médico.

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