Valor do plano deve respeitar faixas etárias.

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Novas regulamentações, como o Estatuto do Idoso, em vigor há 11 anos, por exemplo, tentam proteger os direitos de uma das faixas etárias mais necessitadas desse serviço, as pessoas com mais de 60 anos. Ainda assim, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nos últimos dois anos, o número de reclamações contra as operadoras só fazem aumentar.

Nesse cenário, segundo o advogado André Renato Servidoni, no caso das pessoas de mais idade, é fundamental os usuários estarem atentos a alguns detalhes. “Desde 2004 ficou previsto em lei que não pode haver aumento do valor do plano de saúde após o indivíduo completar o sexagésimo aniversário”, afirma.

Servidoni alerta que a pessoa que sentir-se afetada tem meios de procurar seus direitos. “Pode-se reclamar diretamente à ANS e na respectiva empresa que fez o plano, bem como procurar os órgãos de defesa do consumidor e até mesmo ingressar com ação judicial, buscando o ressarcimento”, comenta.

Embora haja, no momento, mecanismos de proteção ao idoso, a aposentada Silvia Castro, 66 anos, revela que já ficou espantada com os números da fatura do convênio. “Fiquei assustada algumas vezes, confesso. Na verdade, para mim, isso é um absurdo – a maioria das pessoas nessa faixa etária são pessoas que não trabalham mais, não têm de onde tirar esse valor”, diz.

Para ela, é necessário muito planejamento para esses aumentos não afetarem a economia familiar. “A gente é obrigado a se organizar e já deixar separado um dinheiro só para isso”, finaliza.

Fonte: A Cidade

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