De 15 países, Brasil é 2º com maior descrença em isolamento social, diz estudo

Espanhóis e australianos são os que mais afirmam acreditar na eficácia da medida para barrar coronavírus.

O Brasil é o segundo país de uma lista de 15 em que a população afirma acreditar menos na eficácia do isolamento social para barrar a propagação da Covid-19, segundo pesquisa divulgada nesta quinta (23).

O estudo, do instituto Ipsos, fez entrevistas online com 28 mil pessoas em países como Canadá, EUA, Itália e China. A pergunta feita foi se a pessoa concordava ou não com a seguinte afirmação: “Todas as restrições a viagens e ordens de autoisolamento não vão barrar de fato a propagação do vírus”. Na média global, 44% disseram estar de acordo com a frase.

Segundo o levantamento, a população que afirma acreditar menos na eficácia dessas medidas é a Índia, onde 56% responderam que não as consideram eficazes. O Brasil e Alemanha aparecem com 54%. México (50%), Japão e Rússia (49% cada um) vêm em seguida.

Levando em conta a margem de erro, que é de 3,5 pontos, Brasil, Índia e Alemanha aparecem empatados na primeira colocação.

Na outra ponta, os espanhóis foram os que mais disseram confiar no confinamento, com apenas 34% dos entrevistados respondendo que não o consideram eficaz. Em seguida vêm os australianos (35%) e, na sequêcia, canadenses, italianos e chineses (36%).Segundo os dados, os espanhóis são também os que menos afirmam confiar em uma recuperação econômica rápida após o fim do confinamento: só 17% responderam acreditar que o processo será célere. Franceses (19%) e italianos (24%) também estão pessimistas.

Já no caso do Brasil, 46% disseram acreditar que a economia se recuperará rapidamente. Os mais otimistas foram os vietnamitas (80% de respostas positivas), seguidos mais de longe pelos entrevistados de China (68%) e Índia (63%).

A pesquisa tem sido conduzida semanalmente, e os resultados desta leva correspondem a perguntas realizadas entre os dias 9 e 12 de abril. No Brasil, foram cerca de 2.000 entrevistados, que representam a parcela conectada à internet da população.

Fonte: Folha de S.Paulo

Fonte: Folha de S. Paulo – 24/04/2020
Por Flávia Mantovani

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