ANS está preocupada com o direito do consumidor.

Por Tany Souza
O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, José Carlos Abrahão (foto), afirma que um dos tripés do órgão é a segurança de acesso ao e esse alcance aos serviços de saúde é uma demanda que acontece em qualquer modelo de sistema de saúde no mundo. Porém, é preciso garantir a qualidade do atendimento, o que deve acontecer com sustentabilidade.

Essa sustentabilidade em saúde não pode ser considerada somente econômica e financeira, mas deve ser principalmente assistencial. “E o primeiro ponto a ser debatido para que isso aconteça é o monitoramento da garantia de atendimento, como uma ferramenta de gestão do sistema de regulação. E com essa preocupação com a sustentabilidade, procuramos aperfeiçoar esse modelo de monitoramento, discutir não só internamente, mas com todo o setor, e em breve teremos um novo modelo em funcionamento”, explica Abrahão.

O monitoramento dos reajustes também foi assunto citado pelo diretor-presidente durante o 20º Congresso Abramge e 11º Congresso Sinog, que aconteceu em São Paulo, em agosto. Na ocasião, ele foi enfático ao dizer que esse papel deve ser desempenhado pela . “Quem adquire um plano de saúde o levará para o resto da sua vida, principalmente o plano de saúde individual e o órgão regulador não pode abrir mão desse monitoramento e estamos abertos a aperfeiçoar, aprimorar e buscar o equilíbrio dentro dos reajustes”. E nesse m e s m o mote, ele r e s s a l t a a importância do estímulo na adversidade de oferta de produtos diferenciados. “Como é o caso dos produtos de coparticipação que têm aumentado gradativamente e existem dentro da regulação, e devemos incentivar isso e não esquecermos dos direitos que são adquiridos pelos consumidores, que devem ser respeitados e preservados. A segurança jurídica também tem que ser dada pelo regulador”.

Ele finaliza dizendo que é preciso prestar mais atenção no aumento do preço da saúde e assim ter o paciente como centro de todas as ações no setor. “Esse aumento de gastos em saúde temos que trabalhar mais, pois temos a cada dia uma oferta maior e uma demanda que tem que ser equilibrada. Por isso, temos que estar cada vez mais centrados no paciente e em suas requisições”.

Fonte: Revista Cobertura – 01/09/2015

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