Evite gastar demais na hora de comprar remédios

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Atitudes simples ajudam a contornar reajuste recente nos preços de

Na última semana, os remédios tiveram alta de até 2,84%, deixando preocupados todos que precisam utilizar alguma medicação com frequência. Para evitar gastos extras, portanto, é importante reforçar algumas medidas que podem ajudar o orçamento no fim do mês.

Além da pesquisa de preço, que é fundamental, outra dica é conversar com o médico durante a consulta. “Os pacientes devem perguntar se existe alternativa de medicamento mais em conta e o médico é o profissional que deve dar essa ajuda”, ensina o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

Com a orientação médica correta, é hora de começar a pesquisa de fato e o primeiro passo é ver se o remédio é distribuído gratuitamente na rede pública ou no programa Aqui Tem Farmácia Popular.

Caso seja realmente necessário comprar o medicamento, no entanto, é importante pesquisar os melhores preços, tanto pela internet e quanto pelas lojas físicas.

Para tentar ajudar os consumidores, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que as farmácias devam ter uma lista com o preço médio de cada medicamento para consulta.

“Nem todos sabem da existência deste recurso, que pode facilitar a vida do consumidor e dar um referencial de preço”, afirma o coordenador do Procon-Santos, Rafael Quaresma. Ele lembra que esse preço é apenas referência, uma vez que não há tabelamento dos remédios.

Confira algumas formas de contornar o reajuste nos preços dos remédios:

>> Regra de ouro: comparar preços, seja em farmácias físicas ou lojas on-line, ainda é a melhor forma de garantir o menor valor para o medicamento que se procura.

>> Não deixe para a última hora: quem toma medicação de uso contínuo não deve esperar chegar no último comprimido para correr atrás de repor o estoque. Ao se programar com antecedência, é possível aproveitar promoções da internet, por exemplo. Mas vale verificar se há cobrança de frete e se o prazo de entrega não vai interromper o uso do produto.

>> Descontos: quem tiver plano de saúde deve conferir se a farmácia de preferência tem algum convênio que reduz preço dos medicamentos. Algumas chegam a reduzir cerca de 30% o valor do remédio e, em muitos casos, os descontos se aplicam também a produtos de higiene.

>> Uso contínuo: para quem tem uma doença crônica e precisa se cuidar para o resto da vida, há laboratórios que oferecem descontos para alguns medicamentos, bastando fazer um cadastro na empresa. Vale procurar informações no site do fabricante ou no do serviço de atendimento ao consumidor da empresa, que traz o telefone na própria caixa do medicamento.

>> Tecnologia a favor do bolso: alguns sites ajudam quem não tempo de fazer pesquisas de preço. Há opções como o www.multifarmas.com.br, o consultaremedios.com.br e o www.buscape.com.br/remedios. Há também opções de aplicativos para smartphones que também ajudam na hora de comparar os preços em vários estabelecimentos.

>> De olho nos genéricos: vale a pena, quando se vai à farmácia pessoalmente comprar o remédio, para que o balconista verifique as opções de remédios genéricos daquele princípio ativo. Isso pode fazer diferença, já que existem várias opções entre os laboratórios.

>> Farmácia Popular: em muitas farmácias particulares e de grandes redes é possível conseguir medicamentos com até 90% de desconto ou até de graça pelo programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde. Nele, remédios para a pressão alta, diabetes e asma são fornecidos gratuitamente. Já para os que controlam glaucoma, rinite, colesterol e triglicérides, mal de Parkinson e osteoporose, além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas, o Governo Federal paga até 90% do valor e o cidadão banca o restante.

Fonte: A Tribuna – 10/04/2018