Novas Regras para Realização de Partos no Brasil.

parto

Artigo mostra importância para promoção da amamentação.

Por Ana Elisa Gouvêia e Silvia Anaruma*

é um questão de saúde, por isso, deve priorizar métodos que tragam mais segurança para a mãe e o bebê. No mundo inteiro, atualmente, se defende o normal como mais seguro e mais vantajoso para mãe e bebê. Por consequência disso, com as que incentivam o normal da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) – que começaram a valer a partir do dia 06 de julho p.p. – esta condição será mais garantida nas redes particulares, onde ocorre o maior índice de cesáreas no Brasil. Cada mulher deve, então, receber atendimento adequado com opção do método de seguro e respaldado cientificamente e não por decisão obstétrica sem indicação real. Desta maneira, as mulheres devem ser informadas sobre a real situação em que se encontram durante todo o pré-natal, trabalho de e pós- .

São muitos os motivos para a decisão das mulheres pela cesárea. Um deles está relacionado ao mito a respeito da segurança da cesárea (que não é considerado um parto, mas um procedimento cirúrgico). Segundo estudos nesta área a cesárea quando bem indicada salva vidas, porém, sem a real necessidade pode ocasionar riscos desnecessários como: dificuldades respiratórias do bebê, bebês prematuros, mortes neonatais e mortes das mães.

As novas regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela ANS para estimular o parto normal e reduzir as cesarianas desnecessárias vieram para melhorar nosso modelo de assistência ao parto e nascimento. É importante também ressaltar que existem dados científicos que mostram a relação entre cesarianas e dificuldades na amamentação. A OMS recomenda colocar os bebês em contato com a mãe logo após o parto e assim estimulá-la a identificar se o bebê está pronto para ser amamentado. É no período pós-parto que os bebês se encontram mais aptos para o estabelecimento da amamentação, pois têm maior resposta ao tato, calo e odor da mãe. Este contato pele-a-pele inicial, na primeira hora de vida favorece a liberação de hormônios responsáveis pela produção e ejeção de leite. Esta prática, porém se torna incompatível com a atual rotina hospitalar durante a cesárea.

Esperamos que estas novas regras melhorem também nossos índices de aleitamento materno pela idéia de promover o contato precoce do bebê e sua mãe logo após um parto normal. É muito importante que as mulheres tenham a informação correta sobre parto normal e cesárea como atesta o Ministério da Saúde. Só assim poderemos mudar o panorama atual do Brasil como um dos países recordes em cesarianas.

Fonte: Unesp – 05/08/2015

*Ana Elisa Jardim Gouvêia – Fonoaudióloga do Centro de Reabilitação “Princesa Vitória” com especialização em Amamentação, Membro do Proama – UNESP – Câmpus de Rio Claro – SP

Profa. Dra Silvia Marina Anaruma – Psicóloga, docente do Depto de Educação – Instituto de Biociências, Coordenadora do PROAMA – Projeto Amamentar da UNESP – Câmpus de Rio Claro – SP

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