Uma busca constante por mais equilíbrio

A saúde suplementar precisa aprimorar suas relações, e todos sairão ganhando com isso

Por Reinaldo Scheibe, presidente da Abramge – Associação Brasileira de Planos de Saúde

Pensar em soluções, estratégias e caminhos para a saúde suplementar no Brasil faz parte do arcabouço da Abramge – Associação Brasileira de Planos de Saúde – desde a sua fundação em 1966. Durante esses mais de 50 anos de história, envolver todos os agentes, sejam eles empresários, médicos, representantes hospitalares ou laboratoriais, foi um objetivo permanentemente da Abramge por compreender a necessidade dessa integração para se elucubrar e proporcionar uma melhor saúde para o país; a realidade atual demonstrou que tal união é imprescindível.

E, justamente com esse intuito, foram realizados o 23º Congresso Abramge e o 14º Congresso Sinog sob o tema central a integração dos stakeholders. O evento contou com a participação de cerca de 400 congressistas e, durante dois dias, proporcionou intensos debates sobre o futuro da saúde no Brasil e no mundo.

A percepção geral do setor é de que a união entre os diferentes atores, além do próprio governo, é primordial para se apontar as necessidades e as soluções para a saúde. O evento tratou de temas como: a necessidade de se rever os modelos de gestão e remuneração dos elos da saúde suplementar, a importante participação da sociedade civil em debates que envolvam planos de saúde, a responsabilidade pela qualidade e fiscalização na prestação de serviços e entrega de saúde, compliance, tecnologia, judicialização e outros assuntos.

Os desafios da saúde suplementar são inúmeros. Ao longo dos últimos meses, muito se discutiu sobre planos de saúde, mas sem a devida profundidade que o tema requer, somente promoveu mais dúvidas na população. A sociedade tem de entender o funcionamento dos planos de saúde, e se conscientizar da importância de seu uso racional, contribuindo de fato com a manutenção e existência da saúde suplementar. É preciso haver uma definição do que o país pode oferecer. É impossível proporcionar tudo a todos. Não há recursos suficientes nem no sistema público nem no privado. Sem esse debate a saúde pode se tornar em pouco tempo, inviável a parcela cada vez maior dos brasileiros.

Este tipo de encontro estimula stakeholders a pensarem em soluções para o mercado, o que é fator primordial para que o setor alcance um tão almejado equilíbrio econômico-financeiro que proporcionará às empresas a contínua prestação de serviços com a qualidade que os mais de 47 milhões de beneficiários de planos de saúde requerem. Certamente todos sairão ganhando com o aprimoramento da saúde no Brasil.

Foi destaque também a conferência de abertura dos Congressos que ficou por conta do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e a de encerramento com a economista-chefe da XP investimentos, Zeina Latif. Ambos enriqueceram ainda mais o evento ao traçarem o panorama político e econômico deste delicado momento que o país vem atravessando.

Fonte: DCI – 06/09/2018

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